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domingo, 10 de julho de 2011


E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê nele uma cicatriz que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso demorou procurar um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca enorme e que sempre sorri, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.!

# ...é tanto, que chega a doer.!

Dizem que tudo na vida tem dois lados. Um bom e outro ruim. Depende nos olhos de quem está a pimenta. Mas se tem algo realmente ambiguo para uma única alma é um troço chamado saudade. Com ou sem primenta nos olhos. O dito popular é quem melhor traduz a dualidade de uma saudade quando diz que esta é a maior prova de que o amor valeu a pena. Então sentir a falta é bom. E ruim. Em todos os pontos de vista. Vai entender.! Saudade é amar um passado que nos machuca no presente. É uma felicidade retardada. É deitar na rede e ficar lembrando das ardentes reconciliações depois de brigas homéricas por motivos desimportantes. Sente-se falta de detalhes, como uma toalha no chão, dias chuvosos, da cor dos olhos. A saudade só não mata porque tem o prazer da tortura. Saudade é o amor que não foi embora ainda, embora o amado já o tenha feito. Ter saudade é imaginar onde deve estar agora, se ainda gosta de cuzcuz , se chorou com a derrota do São Paulo pro Corinthians no campeonato. E quando a saudade não cabe mais no peito, se materializa e transborda pelos olhos. Sentir saudade é ter a ausência sempre do seu lado. É mudar radicalmente a rotina, comer mais salada e menos sorvete, frequentar lugares esquisitos, ter dias mais compridos, ter tempo para os amigos, para o vizinho e para a iguana do vizinho. A saudade é a inconfortável expectativa de um reencontro.! Às vezes a saudade é tão grande que nem é mais um sentimento. A gente é saudade. É viver para encontrar o olhar da pessoa em cada improvável esquina, confundir cabelos, bocas e perfumes, sorrir com os lábios tendo o coração sufocado.! Porque mesmo a saudade sendo feita para doer, às vezes percebemos que ela é o meio mais eficaz de enxergar o quanto amamos alguém, no passado ou no presente. Por que a saudade é o muro de Berlim desmoronado no chão, capaz de agregar opostos, como a tristeza e a felicidade em uma coisa híbrida. Se você tem saudade é sinal que teve na vida momentos de alegria com ela ou ele! No fim das contas, a saudade que agora lhe maltrata nada mais é que uma dívida sendo paga em longas 36 prestações pelo amor usufruído. Agora aguenta... 

Adaptado- Grabiel Nunes

sábado, 9 de julho de 2011

' Eu causo nas pessoas um tipo de enjôo com meu jeito, 
com minha carência, com minha ânsia por atenção.!
Tenho amor incondicional pelas pessoas que  
entram em minha vida e sinceramente, 
não sei o quanto isso é bom nos dias atuais.!'
Cazuza

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Eu não quero muito.!


Dizem que a gente tem o que precisa, não o que agente quer. Tudo bem.! Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. EU QUERO MAIS.! Mais paz, mais saúde, mais dinheiro, mais poesia, mais verdade, mais harmonia, mais noites bem dormidas, mais noites em claro, mais eu, mais você, mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Grudado, Enrrolados, Amarrados, Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. QUERO VOCÊ.! QUERO EU.! Quero domingos de manhã, quero cama desarrumada, lençol, café, travesseiro. Quero seu beijo, quero seu cheiro, quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorrer pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Amar é perigoso. - Sei disso. - Respondi - # EU AMO.! Amar é como uma droga, no começo vem a sensação de euforia , de total entega, depois, no dia seguinte, você quer mais, ainda não se viciou, mas gostou da sensação e acha que pode mantê-la sob controle, pensa na pessoa amada durante dois minutos e esquece por três horas, mas aos poucos, você se acostuma com aquela pessoa, e passa a depender completamente dela.! Então pensa por três horas, e esquece por dois minutos. Se ela não esta perto, você experimenta as mesmas sensações que os viciados tem quando não conseguem a droga, neste momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, você está disposto a fazer a qualquer coisa pelo amor.!